柔の道
O que é o jiu-jitsu brasileiro? Um guia simples para iniciantes
O jiu-jitsu brasileiro é uma arte marcial de luta agarrada: sem golpes traumáticos, e o objetivo é controlar outra pessoa no chão e fazê-la desistir. Desistir se chama bater, um toque com a mão no parceiro ou no tatame, e esse é o sinal de parada: no momento em que uma chave de articulação ou um estrangulamento encaixa, quem foi pego bate e a finalização é solta. Esse sinal é o que permite praticar a arte contra um parceiro que resiste, que é como ela é treinada; ele reduz o risco de uma troca, não o elimina. Um iniciante aprende posições antes de técnicas, técnicas antes de rolar, e rola antes de qualquer coisa que mereça o nome de habilidade.
A ideia em um parágrafo
Duas pessoas começam em pé ou de joelhos. Uma tenta chegar a uma posição em que a outra não consiga se mover livremente: em cima dela (montada), atravessada sobre o peito (cem quilos), atrás dela com as pernas em gancho (pegada de costas). A partir daí, ou por baixo com as pernas no caminho (guarda), cada um procura uma finalização: uma chave que ameaça uma articulação, ou um estrangulamento. Quem está em apuros bate, o round recomeça, e os dois vão de novo. Ninguém é golpeado. As palavras estão no glossário do iniciante.
O que é uma aula
Um formato comum, e o que os guias por cidade descrevem quando as academias publicam seu formato: um aquecimento com movimentos que a arte de fato usa, como fuga de quadril, ponte e rolamento para a frente; uma técnica, mostrada duas ou três vezes e depois repetida em drill com um parceiro que colabora; depois rounds de rola, o treino livre de alguns minutos em que as duas pessoas resistem. Os formatos variam de academia para academia, e também varia quando um iniciante pode rolar: algumas academias mantêm os alunos novos fora do sparring nas primeiras semanas ou começam com rounds posicionais. Pergunte antes de ir; a primeira aula, o que acontece percorre uma hora de treino.
Kimono e no-gi
O kimono, ou gi, é o casaco pesado de algodão e a calça, presos por uma faixa. No jiu-jitsu com kimono, pode-se pegar no tecido, o que deixa o jogo mais lento e acrescenta estrangulamentos feitos com a gola. O no-gi é a mesma arte de rashguard e shorts: menos pegadas, mais rápido, mais próximo do wrestling. Muitas academias ensinam os dois, e um iniciante não precisa escolher de antemão; kimono ou no-gi primeiro cobre o que de fato muda no primeiro mês.
Como se pontua, e o que é proibido
As regras de competição variam por federação. Pelo livro de regras da International Brazilian Jiu-Jitsu Federation, os pontos premiam o controle: dois por uma queda, dois por uma raspagem, dois pelo joelho na barriga, três pela passagem de guarda, quatro pela montada, quatro pela pegada de costas. Uma finalização encerra a luta independentemente dos pontos. As mesmas regras proíbem golpes traumáticos e slams em todos os níveis, proíbem chaves de coluna sem estrangulamento e dobrar os dedos para trás em qualquer nível, e permitem certos ataques de perna só no topo: heel hook e knee reaping são legais para adultos faixas marrom e preta no no-gi, e ilegais no kimono em todas as faixas. Outras federações escrevem suas próprias regras, e uma aula na academia não é uma competição. Ainda assim, o conjunto de regras explica por que a arte tem a cara que tem: as posições valem pontos porque é a partir das posições que se constrói uma finalização.
Jūjutsu, judô e jiu-jitsu brasileiro
Três nomes, uma raiz, três coisas diferentes no tatame hoje.
| Jūjutsu japonês (as escolas tradicionais) | Judô | Jiu-jitsu brasileiro | |
|---|---|---|---|
| O que é | Os sistemas de combate desarmado a curta distância do Japão antigo, muitas escolas, cada uma com o próprio currículo | A síntese que Jigorō Kanō fez dessas escolas em 1882, ensinada no Kōdōkan | A arte de luta no chão que cresceu no Brasil a partir do judô e do jūjutsu que chegaram até lá |
| Onde a luta se decide | Não é esporte em sua forma tradicional | Sobretudo em pé: uma projeção limpa pode vencer de imediato | Sobretudo no chão: finalização, ou pontos por posição |
| Como é um treino | Formas fixas e exercícios em pares | Projeções, com o trabalho de chão limitado pela regra | Guarda, passagem, controles, finalizações, rola |
A história é um capítulo à parte: de onde vem o jiu-jitsu acompanha a arte do Japão, passando por Mitsuyo Maeda, até o Brasil, e a árvore de linhagem mostra quem ensinou quem, incluindo as partes que o registro disputa.
O que um iniciante faz em seguida
Procure um tatame, não um estilo. Cada academia nos guias por cidade aparece com o que ela publica sobre uma primeira visita, e o estudo da primeira visita mostra como esses termos se comparam cidade a cidade: uma primeira aula gratuita em muitas academias, um valor impresso em algumas, agendamento em outras. Vista o que a academia indicar e bata cedo. A ordem das faixas é o mapa de quão longo é o caminho.
Perguntas que os leitores fazem
Jiu-jitsu brasileiro é a mesma coisa que jiu-jitsu?
Em geral, na conversa do dia a dia, sim. "Jiu-jitsu" na placa de uma academia, na maioria dos países, quer dizer jiu-jitsu brasileiro. O jūjutsu japonês é uma família de artes diferente e mais antiga, e o judô é a reforma que Kanō fez delas em 1882.
O BJJ tem golpes traumáticos?
Não. É só luta agarrada: quedas, posições, chaves de articulação e estrangulamentos. Algumas academias ensinam golpes traumáticos em aulas separadas, e os currículos de defesa pessoal cobrem a defesa contra golpes, mas uma aula de jiu-jitsu não envolve golpear ninguém.
É seguro para um iniciante?
É um esporte de contato e lesões acontecem; bater reduz o risco de uma finalização causar dano, mas não o elimina. Bater cedo, avisar os parceiros que você é novo e não rolar até o professor liberar são os hábitos que a maioria das academias ensina primeiro.
Qual é a diferença entre BJJ e judô?
O judô se decide sobretudo em pé, onde uma projeção limpa pode vencer a luta, e seu trabalho de chão é limitado pela regra. O jiu-jitsu brasileiro se decide sobretudo no chão, por finalização ou por pontos de posição, e seu jogo em pé existe para chegar lá.
Quanto tempo leva para chegar à faixa-preta?
Os períodos mínimos padrão da IBJJF somam quatro anos e meio a partir da faixa-azul, com exceções para quem veio das faixas infantis e para campeões mundiais, e a federação diz que o ritmo é decisão do professor. A ordem das faixas lista os mínimos; ninguém honesto promete um prazo.
Isto é um diário de iniciante, não instrução. Nada aqui é orientação de treino, saúde ou medicina. Aprenda com um professor qualificado e bata cedo. Aviso legal