柔の道

Open mat: o que é e o que fazer com ele

Ilustração em tinta: Open mat: o que é e o que fazer com ele

Open mat é um horário de treino sem estrutura em uma academia de jiu-jitsu: nenhum instrutor conduzindo, sem currículo, sem filas de aquecimento. O tatame está aberto, um graduado está na sala, e quem apareceu rola ou faz drill conforme combinar. A maioria das academias faz o open mat nos fins de semana, e algumas abrem para visitantes.

Se um visitante pode participar, e se custa algo, cada academia publica de um jeito diferente: o estudo da primeira visita mostra o que as academias, cidade por cidade, publicam de fato sobre uma primeira visita.

Open mat é a aula sem aula dentro. A academia está aberta, o tatame está disponível, alguém graduado está na sala, e nada está programado: sem filas de aquecimento, sem técnica do dia, sem currículo. As pessoas rolam, fazem drill, tiram dúvidas ou sentam encostadas na parede comparando esparadrapo nos dedos. É o item menos explicado de qualquer grade de horários de academia, e os iniciantes o evitam exatamente por isso: nada diz o que você deveria fazer ali.

Saber para que servem, de fato, as horas sem estrutura é o que as torna aproveitáveis.

Como é um open mat

Imagine um, porque a grade de horários não vai descrever: sábado, onze horas, talvez quinze pessoas. Dois faixas-pretas rolando algo que parece xadrez jogado a um quarto da velocidade, um grupo de faixas-azuis se revezando em uma passagem de guarda, um faixa-roxa mostrando a um visitante onde fica o banheiro, alguém fazendo drills sozinho no canto, em silêncio, o tempo todo. Ninguém faz o seu check-in. Ninguém diz o que fazer. Em algum momento alguém se aproxima e pergunta "quer rolar?", e esse é o programa de orientação inteiro. Os detalhes variam de sala para sala; o formato, não.

A estrutura, no fim, são as pessoas. Tudo o que o post sobre etiqueta disse sobre pedir, recusar e ritmo vale em dobro aqui, porque pedir é o único mecanismo que a sala tem.

O que um iniciante faz, de fato, com um open mat

As opções honestas, na ordem em que aprendi a valorizá-las:

Rounds com pessoas que você escolhe. A aula te coloca com quem estiver mais perto; o open mat deixa você mirar. O graduado tranquilo com quem nunca te colocam, a pessoa do seu tamanho, aquela cuja guarda você não consegue passar: escolha de propósito, do jeito que o post sobre hábitos contra lesões escolhe parceiros, e a hora vale mais que uma aula.

Dúvidas com tempo junto. A aula segue em frente; o open mat, não. O que te confundiu na terça pode ser perguntado no sábado, com dez minutos sem pressa e um corpo para testar. Os graduados no open mat estão fora de serviço no melhor sentido: ninguém explica com mais generosidade do que alguém sem pressa.

Drill do que você escolhe. A aula drilla o currículo; o open mat drilla os buracos do seu jogo. Dois parceiros honestos trocando repetições do que falta a cada um é o post sobre drillar com honestidade rodando nas duas direções ao mesmo tempo.

E descanso com companhia. Ficar de fora de alguns rounds no open mat é normal, social e instrutivo. Metade do que sei sobre rolar eu percebi da parede.

A parte que me surpreendeu

O open mat é onde a academia é mais ela mesma. A aula mostra o currículo; o sábado mostra a cultura: quem ajuda, quem ensina sem ser pedido, com que intensidade as pessoas treinam quando ninguém as organiza, como a sala trata a pessoa mais nova quando nada obriga ninguém a isso. Se algum dia você estiver avaliando uma academia para entrar, o open mat dela vai te dizer mais em uma hora do que o site dela em um ano.

A versão da resposta para iniciantes

Vá, assim que a sua academia disser que pode. A maioria abre o open mat para todo aluno desde a primeira semana; algumas pedem que os alunos novos terminem antes um bloco de fundamentos, e umas poucas o reservam a quem já foi liberado para rolar, então pergunte antes do sábado. Quando a resposta for sim, você não é novo demais, e ninguém está dando nota para a entrada. Leve um kimono lavado, peça rounds do jeito educado, bata cedo, sem nada em jogo, e vá embora quando quiser; a sala foi feita exatamente para isso. O sentido inteiro do open mat é que nada é designado, o que parece um problema por uns dez minutos, e depois parece o motivo pelo qual você veio.

Perguntas que os leitores fazem

O que se faz, de fato, em um open mat?

O que a hora pedir: rounds com parceiros que você escolhe em vez de quem estiver mais perto, dúvidas com tempo sem pressa, drill dos buracos do seu jogo em vez do currículo, ou descanso na parede, observando. Nada está programado — a estrutura são as pessoas.

Um iniciante pode ir ao open mat?

Sim. Você não é novo demais, e ninguém está dando nota para a entrada. Leve um kimono lavado, peça rounds do jeito educado, bata cedo, sem nada em jogo, e vá embora quando quiser; a sala foi feita exatamente para isso.

É obrigatório rolar no open mat?

Não. Ficar de fora de alguns rounds no open mat é normal, social e instrutivo — metade do que você percebe sobre rolar pode vir da parede.

Isto é um diário de iniciante, não instrução. Nada aqui é orientação de treino, saúde ou medicina. Aprenda com um professor qualificado e bata cedo. Aviso legal