柔の道

Open mat: o que é e o que fazer com ele

Ilustração em tinta — Open mat: o que é e o que fazer com ele

Open mat, o treino aberto, é a aula sem aula dentro dela. A academia está aberta, o tatame está disponível, alguém graduado está na sala, e nada está marcado: sem filas de aquecimento, sem técnica do dia, sem currículo. As pessoas rolam, fazem drill, perguntam, ou sentam encostadas na parede comparando esparadrapo de dedo. É o item menos explicado de qualquer grade de horários, e eu fugi do meu por dois meses porque não conseguia imaginar o que era para fazer lá sem alguém me dizendo.

Foi um erro, e consertá-lo me ensinou para que servem, de verdade, as horas sem estrutura.

Como foi quando eu finalmente apareci

Sábado, onze horas. Talvez quinze pessoas. Dois faixas-pretas rolando algo que parecia xadrez jogado a um quarto da velocidade, um aglomerado de faixas-azuis se revezando numa passagem de guarda, um faixa-roxa mostrando a um visitante onde ficava o banheiro, e um cara fazendo drills sozinho no canto, em silêncio, o tempo inteiro. Ninguém registrou a minha entrada. Ninguém me disse o que fazer. Um faixa-branca de quatro graus acabou vindo na minha direção e perguntou "quer rolar?", e esse foi o programa de orientação na sua totalidade.

A estrutura, descobri, são as pessoas. Tudo o que o post da etiqueta disse sobre convidar, recusar e ritmo vale em dobro aqui, porque o convite é o único mecanismo que a sala tem.

O que um iniciante faz com um, na prática

As opções honestas, na ordem em que aprendi a valorizá-las:

Rounds com gente que você escolhe. A aula emparelha você com quem estiver mais perto; o open mat deixa você mirar. O graduado calmo que nunca cai com você, a pessoa do seu tamanho, aquele cuja guarda você não consegue passar: escolha de propósito, do jeito que o post dos hábitos chatos escolhe parceiros, e a hora vale mais que uma aula.

Perguntas com tempo anexado. A aula segue em frente; o open mat, não. A coisa que confundiu você na terça pode ser perguntada no sábado, com dez minutos sem pressa e um corpo para testar. Os graduados no open mat estão de folga no melhor sentido: ninguém narra com mais generosidade do que alguém sem pressa.

Drill do que você escolher. Na aula, o drill é o currículo; no open mat, o drill são os seus buracos. Dois parceiros honestos trocando repetições do que falta a cada um é o post do drill rodando nas duas direções ao mesmo tempo.

E descanso com companhia. Ficar de fora de rounds no open mat é normal, social e instrutivo. Metade do que sei sobre rolar eu notei da parede.

A parte que me surpreendeu

O open mat é onde a academia é mais ela mesma. A aula mostra o currículo; o sábado mostra a cultura: quem ajuda, quem ensina sem ser chamado, quão forte as pessoas vão quando ninguém as estrutura, como a sala trata o seu membro mais novo quando nada obriga ninguém a nada. Se um dia você estiver avaliando uma academia para entrar, o open mat dela vai dizer mais em uma hora do que o site dela em um ano.

A versão da resposta para iniciantes

Vá. Você não é novo demais, e ninguém está dando nota para entradas. Leve um kimono lavado, peça os rounds do jeito educado, bata cedo sem nada em jogo, e vá embora quando quiser; a sala foi construída exatamente para isso. A graça toda do open mat é que nada é designado, o que parece um problema por uns dez minutos, e depois parece o motivo de você ter ido.

Isto é um diário de iniciante, não instrução. Nada aqui é orientação de treino, saúde ou medicina. Aprenda com um professor qualificado e bata cedo. Aviso legal